segunda-feira, 30 de maio de 2011

Thought of You

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Woke up and wished that I was dead
With an aching in my head
I lay motionless in bed
I thought of you and where you'd gone
and the world spin madly on
Everything that I said I'd do
Like make the world brand new
And take the time for you
I just got lost and slept right through the dawn
And the world spins madly on
I let the day go by
I always say goodbye
I watch the stars from my window sill
The whole world is moving and I'm standing still
Woke up and wished that I was dead
With an aching in my head
I lay motionless in bed
The night is here and the day is gone
And the world spins madly on
I thought of you and where you'd gone
And the world spins madly on.
World Spins Madly On
The Weepies

Pensei naquele dia...
Por vezes me encontro lembrando um pouco do passado. O primeiro dia de aula do ensino médio ou quem sabe as surpresas no penúltimo aniversário - sim! duas festas surpresa!, e mais tantos outros momentos bons.
E as pessoas que estavam comigo? Por onde andam? Será que mudaram o cabelo? Será que ainda gostam do que gostávamos juntos?
É a dinâmica da vida: vai gente, vem gente, vão alguns, não vem nenhum.
Esses dias me assustei com tamanha naturalidade que falei sobre, quando encontrei com a mãe de uma antiga amiga que comentou sobre 'o grupo' que não se falava nem se via mais.
Saiu tão prático e simples: ah! a vida é assim mesmo. Cada um vai para um lado e novas pessoas chegam.
Isso acompanhado de sorrisos e gargalhadas.
Meu Deus! Isso não pode ser tão normal. Não pode!
Mas é.
Eu sempre penso naquela velha história da vida como um trem.
O trem para em alguma estação e sobe gente, mas desce também.
Ainda em movimento, tem gente que vai para o próximo vagão, e depois para o próximo e daí para o próximo e daí que desce e nunca mais se ouve falar dela, nem em qual estação ela desceu nós sabemos!
E algumas te acompanham por grandes períodos, outros sobem e descobrem que estão no trem errado, alguns outros (uns poucos) ficam com você até o dia que o trem para de andar...
Enfim, é a vida, é a dinâmica da vida.
Fecha ciclo. Abre ciclo.
Alguns duram um mês, outros duram dez anos. Outros ainda, duram um dia ou uma noite.
As pessoas assumem estes papéis em nossas vidas e nós fazemos o mesmo em outras vidas. E assim, a vida se dá.

"I thought of you and where you'd gone and the world spins madly on."

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A volta

Antes de fazer um ano sem postar nada, aqui estou eu.
Ideias, muitas ideias eu tive. Talvez textos melhores do que os que estão aqui, porém foram poucas as vezes que eu parei para tentar escrever, e nessas poucas vezes o máximo que saiu foi uma linha.
É pela correria do dia a dia? É pela falta de inspiração? É pela falta de sentimento?
Eu não sei! Não sei mesmo.
Mas cá estou eu, escrevendo o que me vem a cabeça.
Escrever exige sentimento, 'ô se exige'.
Acho bonito quem escreve e passa sentimento.
Quem fotografa e passa sentimento.
Quem filma e passa sentimento. Tudo bem que neste é mais fácil, eu penso.
Ler um texto, os de estilo sentimento/emoção, para mim tem que despertar essa percepção.
É como a música. Já parou para pensar como é engraçado ouvir uma música hoje e achar sem graça. No entanto, ouvi-la amanhã e esta passar a ser a música da sua vida? Do seu momento pelo menos?
Ouvir e sentir; ler e sentir; viver e sentir.
Será que estou sendo hipócrita de falar em viver e sentir? Será que eu realmente sinto? Sinto? Sinto muito?
Estou tentando...
Sentir.
Não racionalizar. 'Racionalizar para não racionalizar', como eu e um amigo chegamos a conclusão.

Não sei sentir, não sei ser humano, não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens, meus irmãos na terra.
Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente.
Mas para toda gente isso foi normal e instintivo.
Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos. Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos, a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão, de sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.

Álvaro de Campos

Sinto? Sinta? Seja? Sinta?